domingo, 30 de outubro de 2011

O Futuro do Jornalismo

Guilherme Pessoa, Júlio, Vilmara

A internet transformou o mundo, e com o jornalismo não podia ser diferente. Se antes a única forma de obter acesso à informação era através de jornais revistas, hoje em dia, é possível ter acesso a qualquer informação, de qualquer lugar do mundo, qualquer época através de apenas alguns cliques.
Esse conteúdo online tem sofrido, atualmente, grandes mudanças com a chegada dos Tablets e Smartphones. O uso dessas plataformas, ainda é muito restrito no Brasil, o principal motivo é o preço alto que se paga por elas, mas, já foi anunciado que será produzido aqui no Brasil, tablets nacionais, que deverão ter um preço mais acessível, mas, os grandes jornais e as grandes revistas já lançaram suas versões para essa nova tecnologia.
Uma grande diferença entre o tradicional modelo impresso e a versão para tablets é a oportunidade de acrescentar vídeos ao longo das notícias, a notícia nessas novas plataformas também se torna mais dinâmica, pois, é possível ver imagens quando quiser e de qualquer tamanho.
Essas novas plataformas não podem ser consideradas inimigas do jornalismo tradicional, mas sim a sua evolução.


domingo, 23 de outubro de 2011

ANÁLISE DE SITES JORNALÍSTICOS

Disciplina: FUNDAMENTOS DE MULTIMÍDIA

QUESTIONÁRIO


a) Façam a análise particularizada de cada um dos sites conforme cada uma das categorias de hipertextualidade de Landow. É importante lembrar que tais categorias podem ser usadas com ou sem eficiência pelos sites estudados.

b) Vocês foram capazes de identificar todos os tipos de links citados por Luciana Mielniczuk, nas duas publicações estudadas? Citem exemplos dos tipos de links Editoriais Narrativos encontrados nos dois jornais, de acordo com a tipologia de Mielniczuk.

c) Quais os tipos mais recorrentes de links Editoriais Narrativos? Se faltarem tipos, assinalem quais e tentem explicar por que tais tipos são inexistentes ou muito raros.

d) Comparem o uso de links nas duas publicações, tentando determinar qual delas faz um melhor uso da linkagem. Por que?

e) Examinem o uso de links inter-textuais nas duas publicações. Eles são freqüentes? Busquem exemplos nos dois veículos. Em que tipo de links eles são mais freqüentes?

f) Os dois jornais fazem uso de links disjuntivos? Listem exemplos.

g) Observem os blogs existentes nas duas publicações. Eles estão linkados ao restante do material do jornal? Que tipos de links estão sendo usados?

h) Observem o uso de fotografias nas duas publicações. Como os links estão sendo usados em conjugação com as fotos?

i) Vocês consideram útil essa tipologia de links proposta por Mielniczuk? Que críticas podem ser feitas à tipologia?


por Guilherme Pessoa, Júlio Firmino e Vilmara Paula
       
RESPOSTAS
G1 – O G1 é um portal horizontal, que possui notícias sobre diversos assuntos, ele pode ser considerado como um dos maiores portais do Brasil. Lançado em 2006, o portal é mantido pela globo.com e sob a orientação da central globo de jornalismo, e nele encontramos os conteúdos de outras empresas das Organizações Globo como o a Rede Globo, Globo News, Rádio Globo, CBN e os jornais O Globo e Diário de São Paulo, faz-se assim tipo de informação publicitária, ao apresentar produtos do mesmo grupo empresarial. Por possuir notícias sobre diversos temas, o público do portal também é diverso. Na página inicial encontramos em destaques as principais notícias do momento, links para as diversas editorias, e mais abaixo propagandas e notícias separadas por estado.
R7- O R7 é um portal horizontal, onde são encontradas notícias sobre diversos temas. O portal pertence a Rede Record de Comunicação, e é um dos principais concorrentes do G1. Seu público também é variado e apesar de ser um portal novo, surgiu em 2009, ele é considerado um grande portal e com uma significativa importância.  A sua página inicial é bem semelhante ao do G1, a única diferença mais visível é ao fato do R7 possuir mais propagandas espalhadas por toda a sua página.
a)     Ambos os portais possuem a chamada Descentralização, é possível ter como ponto de partida um assunto, como esportes, moda, política, onde o leitor não só lê a notícia que está procurando, mas também outras notícias relacionadas ao mesmo assunto. A Multivocalidade não está presente em nenhum dos portais pesquisados. A Intratextualidade está presente nos dois portais analisados, e funciona muito bem, logo abaixo da noticia é possível encontrar links para outras notícias sobre o mesmo assunto. A Intertextualidade é presente nos dois portais, mas somente quando é extremamente necessária, para complementar a notícia. A Navegabilidade de ambos os sites é ótima, sendo possível até acessar as notícias por estado.  A Interatividade não foi percebida em nenhum dos dois portais.
b)     Analisando o G1, quanto ao recurso de navegação, há ocorrência de linkagens conjuntivas e disjuntivas – a esta ultima, ao abrir links de colunistas e outros produtos jornalísticos do mesmo grupo empresarial, são expostas janelas bem diferentes da inicial – Quanto ao universo de abrangência, ocorre intratextualidade e intertextualidade. Em tipo de informação, os links editoriais são organizativos – expondo as editorias – e narrativos ao descrever as chamadas das notícias/reportagens. As subcategorias narrativas presentes são por ”acontecimento”, ”detalhamento”, ”exemplificação de particularização” e ”complementação”. No entanto as subcategorias ”oposição” e ”memória” não foram identificadas. Ainda na linkagem sobre o tipo de informação referente a serviço e publicidade, ocorrem todos os tipos propostos.
Assim como o G1, no R7, no que diz respeito a recurso de navegação, ocorrem links conjuntivos e disjuntivos, no entanto as diferenças nas janelas acontecem com mais freqüência, aparentando ser disjuntivo. Quanto ao universo de abrangência, ocorrem também links intra-textuais e inter-textuais. Em tipo de informação, assim como o G1, nos links editoriais, ocorre organizativos e narrativos, com presença de “acontecimento”, “detalhamento” – ao clicar no link Guadalajara 2011, por exemplo, abre-se uma página com uma série de dados e notícias, detalhando o acontecimento Pan-americano 2011 – Assim como no G1, nos links narrativos não foi identificado a subcategoria “oposição”, mas todas as outras acontecem, principalmente “memória”, que não foi identificada no site da Globo (G1) e nesse da Record (R7) são mostradas imagens antigas do Maracanã para ilustrar as novas obras do estádio para a copa do mundo de 2014.
Ainda em tipo de informação, nos links de serviço, produzidos e oferecidos pela publicação, o R7 é bem superior ao G1 quando informa sobre a previsão do tempo e localização regional. O site oferece uma série de possibilidades de navegação, não encontradas no G1. No entanto, para a área econômica, o da Globo é mais completo, oferece serviços como “conversor de moedas”, “índices de mercado”, “indicadores financeiros”, e “tabela Fipe”. O G1 também apresenta um serviço muito útil que não contem no R7, que é sobre o transito em diversas vias do país.
Os links publicitários são mais freqüentes no R7.
c)     Tanto no G1 quanto no R7, os links Editoriais Narrativos mais recorrentes são de “acontecimento” e “detalhamento” e o de “oposição” não foi encontrado em nenhum dos dois sites.
d)     O G1 é melhor organizado, as páginas são mais limpas, inclusive por conter menos publicidade. Por ele ter incidência de conjuntividade a leitura é mais leve. São tantas as informações e mudanças de diagramação nas páginas do R7, que o leitor acaba se perdendo.
e)     Os links intertextuais ocorridos no G1 são em geral quando remetem a outros produtos do grupo empresarial, as lexias ocorrem dentro do próprio site.
No R7, há mais ocorrência de intertextualidade e as likagens intratextuais, por vezes parecem ser a links externos, pois a diagramação das páginas é sempre diferente a anterior (cor e estilo de fonte, disposição e tamanhos dos elementos etc).
f)       Em ambos ocorrem links disjuntivos, no entanto no R7 acontece com mais freqüência. No G1, sempre que há um link disjuntivo, remete externamente normalmente a publicidades e outros produtos do grupo empresarial. Os locais destinados a vídeos são fixos em janelas pequenas, já estabelecidas nos cantos das páginas.
No R7 os links sempre mudam de diagramação, dando a impressão de serem disjuntivos, no entanto assim como no G1 essa característica ocorre quando são abertos links de publicidade e de outros produtos do grupo empresarial.
g)      Em ambos os sites os blogs falam de temas específicos (economia, cultura, esporte, política etc), com a diferença de que no G1, são puramente jornalísticos. Já os blogs do R7 dividem-se entre assuntos “sérios” e de entretenimento (“Blog do Rodrigo Faro”, “Blog do Gugu”, “Blog da Ana Hickman” etc). Há pouca ocorrência de links em ambos os sites, no entanto os do blog do R7 são conjuntivos, remetendo a assuntos dentro do próprio blog. No G1 ocorrem links disjuntivos e conjuntivos – a exemplo o blog de Yvone Maggie (sociedade e antropologia), disjuntivo, remete a vídeos do Youtube, já o de Thaís Herédia  (economia), conjuntivo, remete a notícias dentro do próprio G1.
h)     Quanto às fotografias, nos dois sites, elas estão para compor o texto da notícia/reportagem, originadas a partir de links na página principal. Também em ambos os sites as fotos servem como links para direcionamento às notícias/reportagens e não apenas os títulos delas nas “chamadas” contidas na página principal.
i)       Certamente que são úteis as tipologias propostas por MIELNICZUK. Foram bem elaboradas e dispostas adequadamente.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

EDITORIAL E EDITORIAS

Disciplina: FUNDAMENTOS DE MULTIMÍDIA

Editorial

por Guilherme Pessoa

O editorial em um jornal tem como objetivo apresentar aos leitores a opinião, posição do jornal sobre um determinado assunto, normalmente os assuntos tratados em um editorial são os principais fatos do momento. Ele é ao mesmo tempo dissertativo, crítico e informativo. Dissertativo porque apresenta argumentos baseados em uma ideia central, crítico porque nele há sempre uma opinião, e informativo porque ele também tem a função de informar sobre um determinado tema. A estrutura do editorial segue a linha do jornal, podendo ser ele mais leve ou mais denso, com opiniões mais fortes, normalmente ele se encontra nas primeiras páginas do jornal e são demarcados com uma moldura que os diferenciem das demais notícias.
Normalmente os editoriais tem a seguinte estrutura:
  • 1º Parágrafo – O tema é apresentado já explicitando alguma opinião.
  • 2º Parágrafo – É apresentado o contexto do tema e também argumentos que reforçam a opinião do jornal.
  • 3º Parágrafo – É explicada para o leitor a relevância do tema e são apresentados exemplos que ilustram a argumentação.
  • 4º Parágrafo – Tem um caráter conclusivo e reforça de uma forma mais concreta a argumentação do editorial
  • Conclusão – Mostra o que o motivo daquela opinião, retoma o que foi abordado no início e aponta uma solução para os problemas apresentados.
Algumas características dos editoriais são:
 - Na “grande imprensa” os editoriais não são assinados, pois eles expõem a opinião do jornal ou revista e não de um jornalista específico.
- A linguagem utilizada é formal e argumentativa
- São separados por assuntos, como, política, moda, cultura, esporte e etc.
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EDITORIAS
por Júlio Firmino
Substitutiva, recentemente (menos de 50 anos), ao termo “seção”, a editoria monta a estrutura de um jornal. Compõe-se basicamente por equipe jornalística especializada em fazer a cobertura de um único assunto de notícia/reportagem, sob comando de um editor. É ele quem orientará o ângulo a ser explorado na produção das matérias, bem como selecionará as que farão parte do caderno ou suplemento. Nas mídias de maior circulação é mais comum as editorias:

  • Nacional:  notícias do país, de interesse nacional.
  • Internacional: notícias relacionadas com política internacional, relações externas, diplomacia, economia internacional, cultura estrangeira, etc.
  • Economia: notícias relacionadas com as atividades produtivas do país. Pode ser dividida em sub-editorias ( Macroeconomia, Mercado Financeiro e Empresas etc).
  • Sociedade: notícias ligadas aos Comportamentos, Saúde, Consumo, Família, Emigração. Pode incluir as notícias do mundo da Educação e da área de Ambiente.
  • Cultura: acontecimentos culturais (teatro, música, cinema, literatura, artes plásticas, etc).
  • Desporto: notícias da atualidade desportiva (treinos e resultados, contratações, provas, atletas, etc).
As definições de editorias não são obrigadas a um padrão, os assuntos relacionados a elas podem variar de veículo para veículo, também como o nome das próprias editorias:
Ø  Em um jornal, o tema “Ambiente” pode entrar na editoria “Sociedade”,  enquanto em outro tem uma editoria própria
Ø  A editoria que agrupa as notícias nacionais pode chamar-se em alguns jornais “País”, em outros “Nacional”.
Menos importantes, podem ainda existir as seguintes editorias:
Local (ou Cidade): notícias de interesse regional ou local.
Ciência e Tecnologia: temas de interesse científico (pesquisas, descobertas) ou notícias sobre inovações tecnológicas.
Polícia: acontecimentos relacionados com segurança (crimes, acções de protecção civil, etc).
Social: notícias sobre a vida em sociedade, geralmente sobre "celebridades" públicas.

Fonte de imagens:

VEJA TAMBÉM:








segunda-feira, 3 de outubro de 2011

FAD 2011

“Interagir com a arte”. Essa é a proposta do FAD (Festival de Arte Digital), que desde 2007 explora a tecnologia como expressão artística, e a versão 2011 não foi diferente. Infelizmente acabou ontem, domingo (2/10), no museu Inimá de Paula, na rua da Bahia, 1201 no Centro de BH, local onde os trabalhos foram expostos. Quem foi, se encantou com a interatividade proposta pelos artistas.
Ser um mero admirador ou dar forma a um projeto, essas foram as escolhas que o público fez em contato com o que foi exposto. A exemplo, movimentando uma espécie de globo gigante com vários pedaços de carvão presos nele, o admirador-artista podia rabiscar traços e pontos num pequeno quarto branco – “sensação obscúrica, ilusória, porém impressionante”. ADA é o nome do projeto, criado por Karina Smigla-Bobinski, da Alemanha. Ela propôs a “criatura” pós-industrial a ser animada pelos visitantes.


Também altamente interativo,  Nervous Structure de Annica Cuppetelli e Cristobal Mendoza, forçava o público a se mexer, a fim de fazer mover as estruturas de barbante e tecido iluminadas com imagens interativas de computador, reativas a presença de movimento.


Igualmente fantástico, o projeto de Juliana Mori,  (“paisagem documentada por meio de múltiplas possibilidades temporais, recomposta em tempo real a partir da interação com um objeto físico”), com
 o título de Time Landscape, surpreendia por tamanha criatividade.


O Grivo (Passo-a-Passo) – motores de passo controlados por software, que movimentam polias interrompendo a recepção de luz de fotossensores fazendo gerar som – tiravam gestos de admiração do público.

Passo-a-Passo (O Grivo)



Houve também a exposição de O Jardim do Tempo (VOID), La Marche de L’oursin (Leon)  e Parassimétrica - Algorítmo das Cores.

O Jardim do Tempo

                                                        
fonte:http://www.revistapura.com.br/hi-tech/arte-avancada-abertura-do-fad-3/


La Marche de L’oursin



Parassimétrica - Algorítmo das Cores




No ultimo dia de exposição, esses poucos trabalhos foram expostos, mas informações complementares acerca da genealidade dos artistas contemporâneos com seus projetos mágicos, podem ser vistas no link  http://paginacultural.com.br/artes/fad-2011-na-reta-final/